segunda-feira, 27 de junho de 2005

Há um trecho do texto 'Depois de algum tempo', de Shakespeare, em que ele diz:
'Depois de algum tempo você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam... Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos'.

Também Aristóteles disse que os amigos são o que há de mais importante na vida.
Além da família, o amigo é aquele que dá conforto. Oferece o ombro, o colo, o abraço, e até a crítica quando preciso for. Amizade é uma ligação difícil de ser explicada, mas é o elo mais perfeito que existe entre duas pessoas, que não família. E aí fica até um pouco confuso, porque a partir de um certo momento amigos passam a ser, também, nossa família. E é a partir desse momento que você sabe quão eterna pode ser uma amizade.

O sono não tá me deixando dizer ao certo o que queria, mas tô escrevendo sobre isso porque esse fim-de-semana eu e a Karina fomos prá Pomerode na casa da Carol, e me diverti bastante. Estar com os amigos, e por conseqüência também com a família, é a coisa mais gratificante do mundo e fico muito honrada de ter ao meu redor pessoas que me fazem feliz, seja em tempos de vacas-magras ou gordas.
Vou sentir muito a falta dos meus amigos daqui de Blumenau. Mais alguns prá eu ter saudade, né... mas chega de derretimentos, que eu vou é dormir.
Hasta la vista, babe!

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quinta-feira, 23 de junho de 2005

Ingresso ano que vem na cidadania brasileira. De fato, já faço parte dela, mas 2006 será o primeiro ano em que vou votar. E começo aliás com o mais difícil dever, que é escolher um presidente. Ou seja, logo de cara, a maior das responsabilidades estará nos meus - e nos seus - ombros. Daí que hoje em meio a propagandas políticas e esses blá blá blá's fiquei pensando.

É engraçado como as coisas mudam de figura quando têm-se poder. Esquerda vira direita, direita vira esquerda e ambas entortam. Divergem-se sempre, eternamente, e em praticamente tudo, mas numa coisa ambos os lados concordam: poder demais leva à imoralidade.
Já ficou óbvio que estou falando de governo, mas essa mudança brusca de pensamento, comportamento e personalidade originada pela ganância não atinge só a política. É quase impossível achar em toda a história, alguém que não tenha cometido atos questionáveis - mesmo que não concordasse com eles - quando possuidor do poder. Todos nós somos manipuláveis e inconstantes. Desejar é da natureza humana. Veio junto com o pacote todo que o Cara nos deu, e portanto não deveria haver erro nisso, afinal, a ganância origina a garra, a garra origina a força-de-vontade, a força-de-vontade origina a persistência, e a persistência origina o sucesso. Mas quando se trata de poder (leia-se dinheiro, prestígio ou qualquer outro benefício), querendo ou não, as coisas são diferentes. Aos que não concordam comigo, fica aqui a minha teoria:

Fato: A competição está, sempre esteve e sempre estará presente em nossas vidas.
Prova 1: Relações de predatismo/parasitismo em animais e vegetais.
Prova 2: Cascas de banana, passar a perna, olho gordo, pular carniça, jogo de cotovelo, briga de galo são entre outras, expressões populares da competição ou de comportamentos competitivos.
Conclusão: A competição é a busca da superioridade, e vale quase tudo prá chegar até ela. Se você soubesse que, sendo imoral, poderia ganhar uma porrada de grana, quitar suas dívidas, salvar sua mãe-doente-dos-rins, mudar de vida, mas isso tudo sem que ninguém desconfiasse de nada, duvido muito que não o faria.

PROVA TELEVISIO-HUMORADA: No Casseta-&-Planeta da semana passada os comediantes foram às ruas prá uma pesquisa. A pergunta: 'Você acha que todo brasileiro é corrupto?'.
Muitos otimistas (ou mentirosos) disseram que não, então os caras re-questionávam: 'E se eu te desse 100 reais agora, você diria que sim?'. :D
Hasta la vista, babe!

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sábado, 18 de junho de 2005

Bom, o computador voltou à ativa. Já falei que ele é maluco? Acho que já... então deixa prá lá.

Meu post hoje vai ser ao estilo dos posts do meu irmão, porque não tenho muita coisa prá falar e porque as coisas que tenho prá falar não tem sequer alguma relação umas com as outras.

A começar pelo tempo. O tempo por aqui é estranho. Não se decide... ou chove, ou não chove, poxa! Por aqui nunca chove, no sentido abundante da palavra. Quando chove é aquele chuvisco de umedecer cabeça-de-careca que fica o dia inteiro, e enxe o saco. Faria uma comparação com o Nordeste, mas Blumenau nunca sofreu de seca. Aliás, pelo contrário, tem grandes históricos de enchentes. Não consigo entender como uma enchente atinge uma cidade onde nunca chove prá valer. Ah, sei lá... também nem importa.

Assunto dois: 'O que você vai ser quando você crescer?' Eu sei o que eu vou ser quando eu crescer. Quando eu crescer eu vou ser mendiga. Pedinte. Vou andar pelas ruas da cidade clamando por uma caridade. Credo, eu sei que é feio falar isso, e nem sou tããão materialista, mas esses dias eu vi um mendigo na rua usando ADIDAS. O cara tava catando lixo, de ADIDAS. Dá prá acreditar? Coisa mais estranha... Tá, acho que esse tópico ficou sim um pouco capitalista e burguês. Então esquece.

Assunto três: Eu tô um pouco desaparecida ultimamente, eu sei. Eu acho que tô enjoando de internet. Eu fico me perguntando o que tenho feito do meu tempo, e não chego a conclusão alguma, porque não assisto mais televisão, não conecto mais, não saio, não estudo, não trabalho... e mesmo assim o tempo passa tão rápido! Tenho horas de sobra, e ao mesmo tempo parece que é o que mais me falta. O que é que tá acontecendo? Será que isso é consequência de crescer? Se é, confesso que preferia a eternidade da espera. Mas também não era sobre isso que eu queria escrever. Deixa quieto.

Assunto quatro: Estou agora oficialmente com sorriso metálico. Aparelho em cima e embaixo. E dóóóói :~ Isso não é coisa que se diga num blog, eu acho, mas na falta de coisa melhor...

Assunto cinco: Passei o dia tomando iogurte, comendo banana amassada, pão-com-mumú, e agora tô tomando uma sopinha VONO. Aceita? Mas porquê eu tô falando isso, não é? Nem sei.

Quer saber? Eu não sei de verdade sobre o quê eu queria escrever. Eu tô mais ou menos ASSIM.
Mas até que prá alguém que não tinha assunto esse post saiu bem grandinho! Yeah, viva, viva!
Hasta la vista, babe!

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Meu computador foi ao medico e voltou sem os acentos e etc e tal. Quando ele estiver melhor das pernas volto aqui e posto novamente. Ah, soh mais uma coisa: como 'engracado' fica engracado sem cedilha...
Hasta la vista, babe.

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domingo, 12 de junho de 2005

Xá eu falar uma coisa: Eu tentei não escrever sobre essa data, juro que tentei. Mas fiquei me roendo, com vontade de gritar pros quatro, cinco ou seis cantos do mundo. Se eu fosse drogada isso seria uma crise de abstinência. Enfim, não me contive.

Acho engraçado como algumas datas consideradas importantes ou comemorativas conseguem significar tanto prá gente. A começar é claro, pelo dia do nosso nascimento, e futuramente , aniversário. Conforme a gente vai crescendo, mais e mais datas vão surgindo, acumulando e sendo rabiscadas nas agendas:

-'Dia 21 de agosto ela deu o primeiro passinho, né!'

Depois a gente vai pro colégio. Daí fudeu. É data que não acaba mais. Um tal de 7 de setembro, 15 de novembro e o escambau. Daí a gente cresce, dá o primeiro beijo e guarda o dia na memória. E então chega o dia 12 de junho, dia dos namorados. Soa bem, né? Quê nada, meu filho! Como diria o messias (Wander, meu ex-professor-de-história):
-'Estão tentando te enganar!'

Bem, vamos com calma.
Eu não quero dizer que datas não são importantes. (Eu tenho agenda, oras!). Só acho que não podemos viver delas. Afinal, são números, e quem gosta de números é matemático - e eu nunca me dei bem em matemática.
Sei que é clichê ao extremo, mas o que quero dizer é que dia dos namorados/casados/juntados/amarrados/noivos/ficantes/amigos coloridos/amantes, ou seja, aqueles que amam, é todo dia. Sem pontualidade, data-marcada ou despertador programado.

Finalizando:

Com certeza se eu estivesse namorando hoje, nem ligaria pro fato desse dia - como tantos outros - ser um bocadinho comercial.
Com certeza se eu estivesse namorando hoje, eu ganharia um presentinho, um beijinho, e tudo isso passaria despercebido.
Com certeza se eu estivesse namorando hoje, postaria um 'eu te amo' e pronto.

Mas não estou, e não estar me dá tempo e sanidade prá perceber tudo isso.

CONSIDERAÇÃO FINAL: Seria então menos pior se dia dôze fosse chamado 'dia dos apaixonados'. Pelo menos generalizava, hã?

Hasta la vista, babe!

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sábado, 11 de junho de 2005

Ainda não tenho apartamento.
Ainda não tenho quarto.
Ainda não tenho nem geladeira.
Mas o primeiro item - indispensável em qualquer casa que se preze - esse eu já tenho. E que orgulho poder dizer que a primeira aquisição da casa nova foi financiada por mim!
É isso aí, viva o imã-de-geladeira! ;D

Hasta la vista, babe!

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domingo, 5 de junho de 2005

Minha tia vai se mudar. Já colocou a plaquinha de 'aluga-se' no quintal. Porquê eu tô te contando isso? Tá bom, deixa eu tentar explicar:

Eu nasci em Xaxim, Santa Catarina. Não conheço a cidade porque alguns dias depois do parto a gente voltou prá cidade onde meus pais moravam que era Coronel Freitas, Santa Catarina. Lá pelos meus alguns meses de vida nos mudamos prá Seara, Santa Catarina. Um pouco antes dos meus três anos meu pai entrou prá CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e nos mudamos prá Pomerode, Santa Catarina. (A partir daí é que eu consigo lembrar...)
Moramos quase dez anos nessa cidade e então meu pai, cansado do stress de trabalhar no banco, prestou concursos prá RECEITA FEDERAL. Quando a gente menos esperava, ele passou. Então nos mudamos prá Uruguaiana, Rio Grande do Sul. Passados dois anos meus pais concordaram que, prá uma melhor situação financeira da família e prá uma melhor qualidade de ensino frente ao vestibular, tentaríamos morar em outro lugar. Da transferência pintou Blumenau, Santa Catarina.
Bem, cá estou, aos meus dezessete anos, contabilizando um total de seis cidades 'moradas'. Não me entendam mal, não é que minha família seja nômade, mas é que as circunstâncias nos permitiram (e não exigiram) escolher o que seria melhor pro futuro de todos. Aliás no fundo a vida é mesmo feita de escolhas, não é?
Mas calma aí, já tô chegando lá, continue lendo.

Entre todas essas mudanças foi difícil deixar amigos prá trás e adaptar-me à nova cidade também, mas o que mais me fez falta foi um lugar certo, fixo, prá onde eu pudesse voltar se alguma coisa desse errado. E esse lugar eu encontrei justamente na casa dessa minha tia. Todos os Natais, a maioria das Páscoas e muitas das minhas férias foram ambientadas lá, e sempre na mesma casa, sempre naquele lugar imóvel. Pode parecer besteira prá quem não viveu tudo isso, mas prá mim é como se a única casa que já foi minha - embora eu nunca a tenha possuído - estivesse sendo jogada ao vento. Por isso eu concordo que deve ser estranho você morar toda a sua vida num mesmo lugar, e num determinado momento partir, porque querendo ou não a gente se apega aos lugares assim como se apega às pessoas, objetos e etecétera.
Enfim.... minha tia vai se mudar. Tá lá a plaquinha de 'aluga-se' no quintal.
Deixe estar. Um dia, nem que seja depois de tudo isso que conhecemos, terei meu cantinho seguro.
Hasta la vista, babe!

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quinta-feira, 2 de junho de 2005

Eu sempre disse que queria um chip de memória maior. Prá poder lembrar de tudo. Tudo.
Se você me der um grão-de-areia, vou tentar guardá-lo na esperança de que ele faça eu me lembrar de você.
Já me perguntei se, entre toda a nossa tecnologia e conveniência, algum maluco não teria inventado uma máquina que guardasse, que armazenasse as nossas lembranças. Mas então eu entendi que seria bastante perigoso confiar nossa memória a uma máquina. E se ela pifar? Se der um tilt? Fúdeu! Perde-se tudo de uma só vez. Passeios no parque na infância, o primeiro beijo, o nascimento de um filho...
A mente humana é um troço difííícil de ser explicado... Qualquer dia você pode acordar sem lembrar do seu passado. Pode participar de um acidente, bater a cabeça, sofrer uma amnésia... mas sabe, mesmo com todas essas possibilidades negativas prefiro confiar na minha caixola. Hoje entendo que embora essa máquina que chamamos de cérebro nem sempre esteja em 100% de atividade (ou produtividade), frente à tecnologias eu sempre vou ser uma antiquada, e acho que sempre vou preferir correr o risco de esquecer.
Enquanto eu puder guardar grãos-de-areia, tá tudo certo.
Hasta la vista, babe!

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