Recapitulando agora, depois de ter aproveitado a festa e recebido o carinho dos amigos, entendi enfim porque eu não gosto de fazer festas de aniversário. Qualquer um adoraria ser o centro das atenções nessa data querida, mas não eu. Me sinto mais o centro das tensões. Fico agoniada porque tem dezoito pessoas super fofas e adoradas no salão-de-festas e eu não consigo dar atenção pra nenhuma delas! Sensação de impotência. :/ Todo mundo aí pra te ver e é como se você não estivesse lá, porque não consegue parar e conversar, fica só andando pra lá e pra cá pa ver se está tudo certo, tudo dentro do protocolo, cerveja gelada, carne não queimada...
E a hora do parabéns então! Misericórdia, é sempre uma dificuldade pra apagar uma vela, e todo mundo te olhando, e você lá, tentando, gastando o fôlego, mas a danada insiste em voltar.
Definitivamente não é meu tipo de festa favorito. Só o que torna ela um pouquinho mais fácil é a presença dos meus queridos (e claro que não tinha como ser todos, porque diferentemente do carinho que sinto, o espaço do salão-de-festas é minúsculo...). Aliás, é esse pra mim o único objetivo de uma festa de aniversário. Quer dizer, fora os presentes, claro, que não vou ser hipócrita de negar que me sinto super feliz de recebê-los. E por falar neles, adorei-os!
Um me surpreendeu logo no início da tarde, enquanto eu dormia. Veio cheiroso e colorido, numa cesta arrumada, acompanhada de bombons recheados de licor de cereja. Tocou o interfone, me fez descer pra receber a encomenda da floricultura e despertar um sorrisão de orelha a orelha ao abrir o cartão e descobrir que o autor do crime era quem dormia ao meu lado :D Momento especial.
O outro foi um CD com músicas escolhidas e com um manual de instruções (ou seja, as justificativas e as recomendações de como ouví-las). Me fez lembrar de um presente* que certa vez eu entreguei. Gostei imensamente. Afinal... de que adianta presentear com música se não for para tentar transmitir o sentimento que se teve ao ouví-la? Claro que cada um sente diferente, mas é muito bom saber que a famosa "intenção", que é o que vale, foi trazer ao presenteado a mesma sensação que a sua :)
Enfim, este presente eu vou ouvir hoje, em silêncio, com a perícia dos meus 21 anos, conforme a recomendação do manual.
*Fica aqui a recomendação que uma vez eu fiz ao dar de presente o CD "9", de Damien Rice: Para um momento mágico, na primeira vez que você for escutá-lo, faça-o ao pôr-do-sol amarelado de um fim-de-tarde de outono, com o sol encharcando e esquentando seu rosto. Sensação inexplicável.
OBS final: fazia mais de um ano que eu não escrevia um post decente pra esse blog! Tá vendo como as coisas/pessoas que gostamos não morrem? Só permanecem um tempinho ausentes. Mas isso já é pano pra outra manga, e assunto para outro post, que espero que não seja daqui a mais um ano... xD
1 pessoa(s) pega(s) em flagrante.:
MInha querida e maravilhosa amiga sempre simpatica, adorei ter lido um post teu depois de muito tempo! to lok d saudadssssssssss!,hheheh...bá tenho tanta coisa pra t contar guria..,,muita coisa mesmo.
Feliz aniver tudo de bom sempre e nunca esqça o pessoal aki do Sul, heheh.
BJão!!
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